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Como lidar com situações de abuso

Matt Pais

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O que fazer quando você acredita que o cliente pode ser vítima de violência doméstica.
Amy Neeson Photography

UMA JORNALISTA cobrindo um julgamento de assassinato ouviu um testemunho sobre um marido controlador que abusava, tanto física quando financeiramente, de sua esposa, suspeita do assassinato. A jornalista se lembra de uma situação semelhante, e envia para sua amiga uma mensagem curta, mas incisiva:

"Este é o seu marido” – ela escreveu. "Você precisa sair dessa situação".

A amiga, uma repórter investigativa de alto gabarito, começou a reservar US$ 30,00 por semana de suas compras no supermercado, para comprar vales-compra nas lojas locais, e mais tarde ter dinheiro para gastar em compras quando deixasse seu marido. Mesmo depois que ela partiu, o estresse contribuiu para um AVC e uma crise de epilepsia depois de adulta.

Essa repórter foi uma das pessoas que Amanda Cassar, AFP, Dip FP, membro da MDRT há sete anos, de Burleigh Heads, Queensland, Austrália, entrevistou para o seu livro "Financial Secrets Revealed” (Segredos financeiros revelados).

"Ela entrou no relacionamento com imóveis e dinheiro no banco, e quando saiu do relacionamento, não tinha mais nada” – disse Cassar. “Isto gerou uma certa fascinação em mim: Com que frequência acontece isto, e como podemos ajudar as pessoas nesse tipo de situação"?

Atuando em uma região para a qual muitos aposentados se mudam, Cassar tem duas empresas: uma firma tradicional de planejamento financeiro para famílias e pequenas empresas, e uma segunda firma especializada em estratégias para pessoas que estão se mudando para instituições clínicas residenciais. Ela cita um estudo norte-americano da National Coalition of Domestic Violence em que até 99% das vítimas de violência doméstica também sofrem abuso financeiro, como a entrevistada da repórter Cassar.

“Comecei fazendo perguntas, a pessoas que já haviam ouvido casos semelhantes" – disse ela. "Todos disseram: ‘Sim, eu conheço alguém que passou por isso.’"

Portanto, o que você pode fazer como consultor, se suspeitar que seu cliente potencial ou cliente está sofrendo abusos?

É uma função realmente difícil, mas estamos em uma posição de confiança em que nossos clientes nos contam coisas que geralmente não contam para mais ninguém.

Primeiro, aprenda a identificar os alertas vermelhos. Se uma pessoa fala constantemente, não deixando a outra falar durante a reunião, e a pessoa que não consegue se manifestar parece ter medo de compartilhar sua opinião, isto pode ser um sinal de abuso. Além disto, observe se todos os bens estão no nome da mesma pessoa e a outra fica de fora, ou se um dos cônjuges não consta como beneficiário.

"É uma situação de investigação; precisamos apenas estar cientes do que estamos procurando” – disse Cassar, que estima já ter auxiliado clientes em cerca de uma dúzia de casos de abuso. "E entender as condições do patrimônio para se certificar de que ambos estão assegurados".

Sinais de alerta podem se apresentar de inúmeras formas diferentes, não apenas fisicamente, mas também emocionalmente. Uma das pessoas pode controlar os gastos da outra, restringindo suas compras e/ou impedindo que tenham uma conta no banco. (Cassar insiste que os bens nunca devem ser inteiramente vinculados – cada pessoa deve ter a própria conta, além de qualquer conta conjunta que possa existir para o casal ou a família). A pessoa responsável pelo sustento também pode proibir a outra de trabalhar e ameaçá-la de abandonar o lar, para exercer o domínio sobre a situação financeira do casal.

Mulheres ricas, em particular, tendem a ser vítimas dessa situação. Cassar cita uma gerente da sua corretora que se apaixonou por um homem carismático e acabou com uma dívida de US$ 1,2 milhões e foi atacada pelo homem no barco dele.

Em segundo lugar, saiba o que você pode fazer a respeito. Para iniciantes, é preciso entender que algumas pessoas são relutantes ao discutirem esse tipo de situação, e outras se sentem gratas quando dispõem de um ouvido amigo. Cassar disse que podem se sentir muito envergonhadas e constrangidas, principalmente no caso de abuso financeiro de idosos, em que a pessoa amada da confiança deles está envolvida e pode ser processada.

"É uma área realmente sensível e uma linha tênue para se lidar, manter a dignidade da pessoa quando está se sentindo tão vulnerável, prejudicada e perdida, tentando chegar a uma solução" – disse ela. "Para continuar a conversa, pode ser preciso chamar a esposa separadamente, quando eu souber que o marido está no trabalho, e dizer: “Eu fiquei preocupada depois que vocês foram embora outro dia, e queria apenas te dar uns conselhos’”.

Mesmo se a pessoa não quiser mudanças, você pode falar sobre proteção ativa, recomendar uma conversa com um profissional ou confidente, e elaborar um registro, continuando a observar o relacionamento do cliente. Você pode ligar para os números de assistência em caso de abuso financeiro ou de idosos e descrever a situação que presenciou, solicitando orientação. Cassar também recomenda uma conversa com o seu corretor, para saber os passos necessários se vier a se deparar com um caso de abuso financeiro.

Estar bem preparado também inclui manter relacionamentos com advogados especialistas em violência doméstica e em planejamento patrimonial, que podem ajudar com a indicação de tutores ou na anulação de procurações indevidas. Porque os abusos acontecem com muito mais frequência do que qualquer pessoa possa imaginar.

“Eu gravei uma sequência para uma rádio local, e não sabia quando seria divulgada”. Mas acredite, fiquei sabendo quando foi ao ar, porque as ligações telefônicas que eu recebi naquele dia, de muitas vítimas de abuso financeiro, foram bastante angustiantes” – conta Cassar.

“É uma função realmente difícil, mas estamos em uma posição de confiança em que nossos clientes nos contam coisas que geralmente não contam para mais ninguém. Realmente precisamos dispor das ferramentas na nossa caixa para podermos ajudar".

Contato: Amanda Cassar amanda@wealthplanningpartners.com.au

 

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